
A manhã desta quarta-feira (28) começou com mais uma greve dos trabalhadores do sistema de transporte urbano de Teresina, entre eles motoristas e cobradores. Após longas tentativas de negociações sem obter um resultado favorável a categoria, os trabalhadores decidiram paralisar novamente as atividades como forma de protesto, em virtude da falta de flexibilidade dos patrões e cobram o cumprimento dos acordos firmados através da Medida Provisória que trata da redução de jornada de trabalho, bem como o pagamento de ticket alimentação e manutenção do plano de Saúde.
Na última greve, o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PI) uma decisão contraria ao movimento grevista, o que desagradou a categoria que luta pelos seus direitos. Na decisão anterior, bem como em outras, o Tribunal determinou que as empresas, representadas pelo SETUT, cumprissem os pagamentos e acordo firmados. Porém, segundo o Sintetro – Sindicado dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário no Estado do Piauí, as empresas nunca cumpriram o acordo, por isso, recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho para ter garantido o direito a greve.
O Ajuri Dias, Presidente do SINTETRO, destacou que “hoje, o principal problema é o não cumprimento da MP, que garante o pagamento dos tickets alimentação, do plano de saúde. Os empresários aderiram à MP mas não pagaram os 30% do salário. O governo pagou os 70%, mas os empresários não pagaram a sua parte. Não é justo que sejamos prejudicados, não podemos aceitar essa conduta por parte das empresas, que fizeram a adesão a MP e não estão cumprindo. Essa manifestação dos trabalhadores é uma forma de mostrar a sociedade a situação em que se encontram os motoristas e cobradores, e não está descartado outras, caso não haja uma negociação que venha de encontro a uma solução imediata”, destacou.