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Após ter mão decepada em briga, homem tem membro reimplantado em cirurgia

De acordo com os médicos que fizeram o atendimento, a agilidade foi essencial para que o reimplante fosse possível.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: ndmais
28/10/2020 às 16h31
Após ter mão decepada em briga, homem tem membro reimplantado em cirurgia
Foto: reprodução

O homem de 39 anos, que teve a mão decepada durante uma briga em Blumenau (SC), no dia 16 de outubro, teve o membro reimplantado pela equipe médica do Hospital Santo Antônio. De acordo com a equipe médica, a agilidade no socorro à vítima foi essencial para que o reimplante fosse bem-sucedido. Entre o primeiro atendimento e o procedimento médico no centro cirúrgico foram apenas duas horas.

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A cirurgia em si durou mais de seis horas. Os cirurgiões especialistas em mãos Filipe Pimont Berndt e Gustavo Schweigert, acompanhados por uma equipe formada por anestesista, cirurgião, residentes, enfermeiros e técnicos de enfermagem trabalharam para reimplantar a mão do paciente. O cirurgião Filipe Pimont Berndt explica que a cirurgia foi altamente complexa. Precisaram ser recuperadas duas artérias, cinco veias, 24 tendões, três nervos e os ossos. “A agilidade de como ocorreu o atendimento até o paciente ser levado ao centro cirúrgico foi imprescindível para a mão ser reimplantada com ótima perfusão”, avalia. O paciente, que teve a identidade preservada, falou da importância de saber como proceder nesses casos para garantir que o membro amputado pudesse ser reimplantado.

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“Sempre gostei de ver séries sobre hospitais e quando ocorreu eu tive muita cautela, não entrei em desespero. Literalmente, posso dizer que eu salvei meu próprio membro para fazer o reimplante, pois quando todos da minha família estavam desesperados, eu consegui ter discernimento para colocar em uma sacola e depois colocar no gelo. É importante que a população saiba como agir caso ocorra com alguém próximo a você”, diz.

Entenda o caso: No final da tarde da sexta-feira, 16 de outubro, um homem teve a mão esquerda decepada durante uma tentativa de homicídio em Blumenau. O crime ocorreu por volta das 18h30na rua Franz Volles, no bairro Itoupava Central. No dia do crime, a vítima foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e, além da mão decepada, também tinha ferimentos na cabeça. Após os primeiros socorros, a equipe do Arcanjo 3 levou o homem para o Hospital Santo Antônio.

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A Polícia Civil iniciou a investigação no mesmo dia e conseguiu identificar o autor dos golpes, que havia fugido da cena do crime. Na segunda-feira posterior ao crime, dia 19 de outubro, o homem apontado como autor se apresentou na DIC (Divisão de Investigação Criminal). Segundo a polícia, o suspeito confessou o crime e apontou como os fatos ocorreram. Segundo a versão do autor, ele cometeu o crime em um momento de raiva por conta de ciúmes de situações do passado entre sua esposa e a vítima.

O homem informou ainda que não tinha a intenção de tirar a vida da vítima, porém estava fora de si no momento das agressões. O autor é um homem de 30 anos, também mora no bairro Itoupava Central e não possui passagens anteriores pela polícia.

Informação e experiência garantem recuperação: De acordo com o Hospital Santo Antônio, este caso já é o quinto reimplante de mão a partir do punho realizado na unidade de saúde. Os outros procedimentos foram feitos em 2019, 2017, 2014 e 2011. “Um reimplante deste tipo é considerado raro, pois são diversos fatores que levam a ter uma possibilidade de reimplante bem-sucedido.” complementa o cirurgião Filipe Pimont Berndt. O médico também destaca a importância de saber como proceder em um caso de amputação acidental de membros. Ele explica que é necessário conservar o órgão atingido para garantir o sucesso do reimplante.

“Se você testemunhar esse tipo de acidente, em que uma pessoa sofre a amputação de um membro, o primeiro passo é tentar acalmar a vítima. Depois pegue o membro amputado e enrole em um pano úmido, de preferência com soro fisiológico, e coloque dentro de um saco plástico. Após esse procedimento, colocar em um recipiente (isopor ou caixa térmica) com gelo. Importante ressaltar que não se deve deixar o membro em contato direto com o gelo, pois caso isso ocorra, poderá haver queimadura térmica, ocasionando a impossibilidade de reimplante”, esclarece.

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