Lucélia Maria da Conceição, que foi posta em liberdade pela justiça após um laudo da perícia descartar a presença de veneno em cajus que teriam provocado a morte de duas crianças em Parnaíba, deixou a Penitenciária Feminina por volta das 19h desta segunda-feira (13). Ela deixou a prisão sorrindo e acenando aos jornalistas.
Ela falou rapidamente com a imprensa, disse que estava falando a verdade."Eu estava dizendo a verdade, mas ninguém acreditava. Só a minha família e o advogado", disse. Perguntada pra onde iria, ela respondeu que vai para a casa da família.
"Eu vou para casa da minha família, vou descansar em paz. Estou aliviada graças a Deus porque deu tudo certo!", declarou.
A mulher, de 58 anos, vai retornar a Parnaíba, cidade onde vive. Ela deve ficar na casa de parentes, já que teve a casa destruída por vizinhos, que incendiaram o local após as denúncias iniciais de que ela havia colocado veneno em cajus e dado a duas crianças.
O advogado de Lucélia, Sammai Cavalcante, falou com a imprensa momentos antes da soltura de Lucélia, e disse que ela sempre se declarou inocente.
"Tem uma pessoa que está presa lá dentro, que foi lançada na cova dos leões desde o primeiro momento e aqui não é sensacionalismo, eu estou em busca de que se faça justiça à Lucélia. Porque desde o primeiro momento ela se declarou inocente, (...) nós temos uma audiência de instrução e julgamento no dia 23 deste mês e com clareza solar deve emergir nos autos, deve a verdade está gritando para que ela pareça e todos escutem a história da Lucélia", disse.
O advogado também disse que houve "falta de profundidade" nas investigações que chegaram à conclusão de que Lucélia havia colocado veneno em cajus.
"Falta de profundidade nas investigações, falta de contundência nos elemtnos probatórios, tanto é que a prova robusta está surgindo agora e sempre foi confrontado, desde o primeiro momento a defesa confrontou essa situação", declarou.
A juíza acatou o pedido de soltura do Ministério Público após o laudo pericial apontar que os cajus que ela teria entregue aos meninos não estavam envenenados. O Instituto Criminalística realizou inicialmente exames nos corpos dos dois irmãos que apontou a presença do terbufós, um veneno usado como praga para plantas. Faltava o exame nos cajus que saiu cinco meses após a morte dos garotos.