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Jovem sente dor na nuca e perde todos os movimentos do pescoço para baixo

O jovem de 24 anos, de Maringá, descobriu 'hematoma epidural cervical espontâneo' há nove meses.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: MN
23/01/2025 às 12h13
Jovem sente dor na nuca e perde todos os movimentos do pescoço para baixo
reprodução

Um jovem de 24 anos de idade, teve a vida mudada em questão de segundos depois de perder todos os movimentos do pescoço para baixo enquanto esperava atendimento médico devido a uma dor na nuca. Pedro Marques, sofreu esse mal no mês de abril dos anos de 2024, em Maringá, no Paraná. E agora ele tem passado por tratamentos para tentar recuperar os movimentos e usa as redes sociais para compartilhar o andamento da suas terapias.

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como iniciou esse problema

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Ele contou que tudo começou com um incômodo leve no ombro, onde ele trabalhava como gerente de uma papelaria e, no início, achou que o problema seria devido a cadeira do trabalho. Ao procurar um hospital, ele foi medicado e liberado. Só que dois dias depois, a dor voltou, agora na nuca. No hospital, durante o atendimento, sentiu o corpo ficar mole e caiu. 

De repente, ele parou de conseguir mexer braços e pernas. “Quando eu chamei a enfermeira, eu estava de pé e ela perguntou o que estava acontecendo. Em seguida, eu despenquei da cadeira e não sentia mais nada. Nem a dor, nem o corpo, parou tudo. Eu estava consciente e apavorado”, contou Pedro.

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prosiddional falou sobre o caso do jovem

De acordo com o neurologista Gabriel Bortoli, o jovem teve um sangramento entre a coluna e a medula espinhal, chamado de hematoma epidural cervical espontâneo.O profissional explicou que o sangue pressionou a medula espinhal, responsável por enviar as informações do cérebro ao restante do corpo, o que afetou a capacidade do jovem de se movimentar.

Essa condição é rara e atinge uma pessoa a cada um milhão. Para o diagnóstico, foram necessários vários exames. Seis dias depois da perda dos movimentos, Pedro precisou fazer uma cirurgia para retirar 4,4 mililitros de sangue que estavam compactados entre a coluna e a medula espinhal. "É uma quantidade de sangue muito pequena, mas por ser uma região muito sensível e compactada, ela acaba empurrando a medula contra nossa parede óssea da coluna vertebral", explicou Bortoli.

para o médico, ainda não é possível saber o que causou a condição, nem se terá alguma sequela

"A gente realizou toda a investigação e até agora tudo deu negativo. Isso é compatível com o que temos na literatura médica, mas conforme ele for melhorando, os exames poderão ser repetidos. O que temos a princípio é que se trata de um sangramento idiopático, ou seja, sem causa específica, e nesses casos a chance de recorrência é praticamente nula ", explicou o neurologista.

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