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'Vô, meu pai matou minha mãe', disse filha de 2 anos de piauiense vítima de feminicídio no DF
Géssica Moreira de Sousa, de 17 anos, morreu após levar um tiro na cabeça; ela estava grávida. Principal suspeito é Vandiel Prospero da Silva, que está foragido.
24/02/2025 14h48 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
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Géssica Moreira de Sousa, de 17 anos, morreu após levar um tiro na cabeça, na noite de sábado (22), em uma igreja na área rural de Planaltina, no Distrito Federal. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Vandiel Prospero da Silva, que está foragido.

A vítima e o suspeito, de 24 anos, viveram juntos por quatro anos e tiveram uma filha. Segundo testemunhas, a criança de 2 anos estava no local e viu quando a mãe foi atingida pelo disparo.

"Hoje, [enquanto eu estava] arrumando minha bolsa para ir para o trabalho, minha neta disse 'vô, meu pai matou minha mãe'. Não tive nem o que falar. Não tive resposta", conta Valdeir Batista da Silva, pai do suspeito.

De acordo com o atual companheiro da vítima, irmão do suspeito, Géssica estava grávida de dois meses. A família dela arrecada dinheiro para mandar o corpo para o Piauí, onde ela será enterrada.

Briga pela guarda

De acordo com os relatos de testemunhas, Vandiel tinha a guarda da criança e impedia que a mãe encontrasse com a menina. Na manhã de sábado, a Polícia Militar esteve na casa da mãe do suspeito após Géssica solicitar ajuda para que a filha fosse entregue a ela.

De noite, o suspeito foi até Planaltina buscar a filha, que estava na igreja com a mãe, segundo Valdeir, pai do suspeito.

"Ele [Vandiel] já chegou alterado. Meu irmão me ligou para eu ir apaziguar ele. Eu tentei, mandei ele acalmar. Ele pegou o carro e saiu 'voado', rumo à igreja. Como é que eu vou alcançar? Eu a pé e ele de carro", conta o pedreiro.

Testemunhas disseram que o homem pediu que Géssica entregasse a filha, mas ela negou. Então, a jovem foi baleada na cabeça. Ela chegou a ser levada para o Hospital Regional de Planaltina, mas não resistiu aos ferimentos.

O carro usado por Vandiel para fugir foi localizado pela polícia. No entanto, ele não foi preso até a última atualização desta reportagem.

Como denunciar casos de violência contra mulher?

  • pelo número 180, que é gratuito;
  • pelo site da Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, do Governo Federal, clique aqui;
  • pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil;
  • pelo número 190 da Polícia Militar em caso de emergência;
  • registre a ocorrência em uma delegacia de polícia, de preferência nas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam);
  • entre em contato com os Centros de Referência da Mulher para suporte psicológico, orientação jurídica e acolhimento.