Um indivíduo identificado como Felipe Kiko da Silva Cavalcante foi preso, na tarde desta quarta-feira (26), após atirar contra uma equipe do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) no bairro Cristo Rei, zona Sul de Teresina. Durante a abordagem, um dos policiais foi atingido no tórax, mas escapou ileso graças ao colete balístico.
De acordo com o delegado Charles Pessoa, coordenador do departamento, Felipe Kiko é faccionado do Bonde dos 40 com um vasto histórico criminal. Ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e durante o cumprimento de uma medida cautelar, o preso recebeu a equipe a tiros.
“Ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e quando ele foi abordado por nossa equipe, ele não atendeu a ordem da segurança pública e efetuou disparos nos nossos policiais e um dos tiros atingiu um membro do departamento e graças a Deus ele estava de colete; continua íntegra e sem nenhuma risco de vida e o Felipe foi preso, a arma apreendida em flagrante. Um criminoso membro de uma facção criminosa e realmente deve permanecer encarcerado”, disse o delegado.
No ano de 2017, Felipe Kiko da Silva foi preso por assassinar um familiar do Delegado-Geral da Polícia Civil, Luccy Keiko. Em entrevista à TV Antena 10, Keiko destaca que o faccionado alega que possui problemas mentais e por isso adiava processos e julgamentos.
“Esse indivíduo é muito perigoso. Eu o conhecia desde 2008. Era delegado do 12º na zona Leste e nós o prendemos ele praticando roubos em residências. Ele integrava uma quadrilha que praticava roubos aqui em Teresina. Desde então ele passou a usar o ardil de que tinha problemas mentais. Na época ele já argumentava isso. Passou alguns anos e por coincidência ele assassinou um parente meu no bairro Vermelha, com oitos disparos a queima roupa. E sempre alegando a mesma coisa, dizendo que tem problema mental. Conseguiu postergar os julgamentos e a justiça acabou soltando ele”, explica.
Durante os disparos, a equipe do Draco respondeu a injusta agressão e o preso acabou sendo atingido no braço e neutralizado pelos policiais. A arma de fogo foi apreendida. Luccy Keiko ressalta que o policial atingido está bem e com apenas um hematoma na região do peito.
“Deus realmente salvou ele (o policial) e ainda está com uma marca acentuada do disparo. Mesmo com colete, ficou o hematoma no peito do policial. Um indivíduo perigoso, assassino e que ceifa a vida humana de graça. Um indivíduo desse não pode estar em liberdade. Por pouco hoje ele não matou um policial”, finaliza.
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