Quando acordou no dia 1º de janeiro de 2021, Ellidy Pullin se sentiu sozinha: enquanto as pessoas comemoravam o início do ano novo, cheios de sonhos e esperanças, o que ela mais amava e desejava estava ficando para trás. "Ainda dói falar sobre aquele dia. Eu sabia que não se pode parar o tempo, nem impedir as pessoas de comemorar, mas o fato de que Chumpy estava sendo deixado para trás em 2020, me deixou com a maior, e mais terrível, sensação de vazio que já senti."
E seis meses antes, Ellidy havia perdido o seu companheiro de quase 10 anos, Alex Pullin, bicampeão australiano de snowboard , mais conhecido como Chumpy. Ele morreu em um trágico acidente de mergulho. No dia anterior, o que parecia ser um desfecho doloroso para um ano de perdas, o corpo de Ellidy rejeitou um dos três embriões que os médicos haviam conseguido fecundar com o esperma de Alex, que havia sido coletado 36 horas após sua morte inesperada.
Embora as estatísticas mostrem que há uma probabilidade alta de sucesso se a coleta for realizada dentro do prazo indicado, com uma chance máxima de sucesso de 86% se a coleta for feita dentro de 24 horas após a morte, segundo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA, quanto mais tempo passar, menores serão as chances de conseguir uma gravidez, e não há casos registrados de sucesso após 36 horas. Assim como 2020 havia tirado o que havia de mais importante na sua vida até então, 2021 daria a Ellidy Pullin uma segunda chance de se reconectar com o homem que ela mais amou na vida.