
Foram presos na manhã desta quinta-feira (17) durante a segunda fase da Operação Dom Casmurro, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), em conjunto com o Ministério Público do Piauí, através do GAECO e a Promotoria de Justiça de Cocal, a empresária identificada como Elmira Dias, o servidor da Assembleia Legislativa do Piauí, Raimundo Vernes, e ainda uma professora do Instituto Federal do Piauí (IFPI), no município de Simões. Outras cinco pessoas também foram presas durante a operação.
O servidor da Alepi e a empresária são apontados como os líderes do esquema criminoso. Os presos fazem parte de um grupo voltado para fraudar procedimentos licitatórios e concursos públicos, onde figuram como beneficiadas as empresas Instituto Machado de Assis e Crescer Consultorias.
Operação: A Polícia Civil (PC) e o Ministério Público do Piauí (MP-PI) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (17), a segunda fase da operação Dom Casmurro em Teresina. Estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva contra empresários, servidores públicos e outros integrantes de um grupo que fraudava licitações e concursos públicos no Piauí e outros estados.
Estão sendo cumpridos ainda mandados de sequestro de patrimônio contra os investigados. Segundo a investigação, ficou comprovado que as empresas Instituto Machado de Assis e Crescer Consultorias atuavam há mais de 10 anos realizando as fraudes.
Em nota, a PC informou que as licitações eram direcionadas a contratar as duas empresas, que estavam em nome de pessoas interpostas, ou laranjas, mas os líderes do grupo era os reais operadores e beneficiários dos recursos.
No trabalho concluído pela Polícia Civil ficou comprovado que as referidas empresas e os implicados formavam o núcleo empresarial que atuava há mais de 10 anos no Piauí e em outros estados fraudando licitações e concursos públicos. Os investigadores descobriram que as licitações eram sempre direcionadas com o objetivo de contratar as duas empresas, que estavam em nome de pessoas interpostas (laranjas), mas eram operadas pelos líderes do grupo, os finais beneficiários dos recursos.
Estão sendo cumpridos ainda mandados de sequestro contra o patrimônio dos investigados, todos já denunciados pelo Ministério Público acusados dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude à licitações, em ação penal que tramita na Comarca de Cocal. Participam do trabalho equipes policiais civis da Depre, do Greco, Polinter e da Delegacia de Nazaria.



