
A Rede Meio teve acesso exclusivo a comprovantes de pelo menos 60 transferências via Pix realizadas pelo delegado Antônio Alves ao preso que o acusou de pagar por relacionamento e perseguição. As transações, que ocorrem desde 2023, contradiz a alegação inicial do delegado de que teriam poucos envios.
Os documentos, anexados ao processo, revelam uma frequência e duração muito maior nas transações financeiras. O detento identificado como Vítor Emanuel afirmou, durante audiência virtual no Fórum de Luzilândia, ter sido indiciado injustamente por integrar uma facção criminosa.
Ele alega que o delegado o contatou via Instagram buscando aproximação, fez três depósitos Pix e, após ser recusado, o ameaçou de prisão. O delegado negou relação pessoal, confirmou uma transferência Pix, mas justificou como pagamento por informações sobre tráfico, usando dinheiro próprio.
O caso está sendo analisado pelo MPPI. Atualmente, Antônio Alves encontra-se afastado de suas funções. Conforme apurado pela reportagem, uma das linhas de investigações trabalha a hipótese de que uma facção criminosa estaria utilizando o delegado para perseguir e prejudicar membros de um grupo rival.