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Polícia cumpre mandados contra filho e irmão de suspeito de matar advogada por disputa de herança no Piauí

Segundo as investigações, G.S.C. teria ajudado o pai a fugir logo após o assassinato, enquanto N.G.C. é considerado o mentor intelectual do crime

Por: Redação Fala Piauí Fonte: A10+
05/06/2025 às 14h02
Polícia cumpre mandados contra filho e irmão de suspeito de matar advogada por disputa de herança no Piauí
reprodução

Na manhã desta quinta-feira (05), a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, por meio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), em conjunto com a Delegacia Seccional de Paulistana, deflagrou a Operação Cupiditas que resultou no cumprimento de mandados contra familiares do principal suspeito de assassinar a advogada Valdenice Gomes Celestino Soares. O crime ocorreu no dia 03 de março deste ano, na zona rural de Paulistana, e teria sido motivado por conflitos relacionados à divisão de bens da família.

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Durante a ação, foram cumpridos 07 mandados de busca e apreensão, 04 em Paulistana e 03 em Goiânia (GO), além de 02 mandados de prisão temporária contra G.S.C., filho do suspeito, e N.G.C., irmão de A.G.S., apontado como autor do crime. O acusado, no entanto, segue foragido desde o dia do homicídio.

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Segundo as investigações, G.S.C. teria ajudado o pai a fugir logo após o assassinato, enquanto N.G.C. é considerado o mentor intelectual do crime. A polícia apura, inclusive, se a arma usada no homicídio foi enviada por ele de Goiânia.

De acordo com a delegada Thainah Souza Teixeira, titular da Delegacia de Paulistana, Adelaido já teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça.

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“A medida foi determinada diante da gravidade do crime, da tentativa de fuga e do risco às testemunhas. Seguimos em diligências para localizá-lo e garantir sua responsabilização perante a lei”, afirmou a delegada.

Segundo o superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, a operação resultou na prisão dos dois alvos. Um em Paulistana e outro em Goiânia (GO).

A operação contou com o apoio do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP).

Suspeita de premeditação

O inquérito policial revela que Valdenice foi emboscada e morta com diversos disparos de arma de fogo, principalmente na região do pescoço, quando retornava de uma visita à sua propriedade, acompanhada da irmã e do neto. Ela havia ido consertar uma cerca que frequentemente era danificada por A.G.S.

Testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes dos irmãos, que não aceitavam sua atuação como inventariante no processo de partilha de terras da família. Familiares apresentaram áudios e mensagens atribuídas a N.G.C., com frases como: “isso não se resolve na Justiça, mas sim na bala”.

O companheiro da vítima relatou ainda que, em 2021, foi alvo de uma tentativa de homicídio por parte dos irmãos. Outro parente reforçou que, após a morte da matriarca da família, os irmãos passaram a agir com violência e autoritarismo, especialmente contra Valdenice, que assumiu a liderança no processo judicial de inventário.

 
 
 
 
 
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Envolvimento dos investigados na fuga e destruição de provas

As investigações apontam que G.S.C. teve participação direta na fuga do pai, sendo visto em uma motocicleta nas proximidades do local do crime e em outro município no mesmo dia, vestindo roupas semelhantes às descritas por testemunhas. Relatórios técnicos indicam que seu celular estava conectado ao mesmo ponto de internet utilizado por Adelaido na localidade do crime, contradizendo seu depoimento prestado à polícia.

N.G.C., por sua vez, é investigado como o responsável por instigar o irmão a cometer o assassinato. Há indícios de que ele teria pressionado Adelaido por mensagens, cobrando uma “solução” para o conflito com Valdenice. A polícia também investiga se a arma usada no crime foi enviada por ele, o que reforçaria seu papel no planejamento do homicídio.

O sumiço do celular da vítima também é alvo da investigação, que trabalha com a hipótese de destruição ou ocultação de provas, possivelmente por parte dos próprios investigados.

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