
Na manhã de quarta-feira, (03/09), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão (Gaeco-MA) deflagrou a terceira fase da Operação Barão Vermelho, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de capitais em Teresina. Como resultado da ação, o empresário Josimar Barbosa de Sousa, proprietário da Barão Veículos, foi um dos detidos.
Além da prisão de Josimar, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. O delegado Ricardo Herlon, responsável pela 1ª DECCOR do Gaeco em Timon, relatou que as investigações revelaram movimentações financeiras incompatíveis com as atividades empresariais.
Segundo Herlon, Foram identificadas movimentações financeiras consideradas suspeitas entre a empresa mencionada e determinadas pessoas físicas, além de transações com outras companhias já sob investigação. Também chamaram a atenção operações entre pessoas jurídicas de setores totalmente distintos, o que reforça a estranheza do caso. Empresas de diferentes áreas passaram a movimentar valores entre si e com indivíduos investigados, alguns deles já monitorados pela DENARC no Piauí. Essa rede de transações foi desvendada por meio da análise de dados, da quebra de sigilos bancários e de registros eletrônicos, consolidando as evidências das operações financeiras suspeitas..
Josimar Barbosa de Sousa já figurava como réu em outra investigação envolvendo lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em 27 de janeiro deste ano, a Vara de Delitos de Organização Criminosa passou a receber denúncia do Ministério Público do Piauí contra ele, o namorado da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), Alandilson Cardoso Passos, e mais 15 pessoas. Todos são suspeitos de integrarem a facção criminosa Bonde dos 40. A denúncia também cita familiares de Josimar por falsidade ideológica, ao terem registrado seus nomes em empresas ligadas a ele, como a ACF Comércio e Serviços Automotivos LTDA-ME e a Barão Comércio de Veículos LTDA, enquanto Josimar controlava as contas dessas empresas. O Ministério Público afirma que o grupo utilizava empresas de fachada e transações de veículos para ocultar ativos, além de financiar e estruturar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas.