23°C 37°C
Teresina, PI
Publicidade

Sesapi realiza oficina para implementar e descentralizar vigilância de casos de micoses endêmicas no Piauí

A Secretaria da Saúde (Sesapi) iniciou, nesta quarta-feira (10), a I Oficina de Vigilância das Micoses Endêmicas e Sistêmicas. O evento ocorre no a...

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Secom Piauí
10/09/2025 às 21h25
Sesapi realiza oficina para implementar e descentralizar vigilância de casos de micoses endêmicas no Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A Secretaria da Saúde (Sesapi) iniciou, nesta quarta-feira (10), a I Oficina de Vigilância das Micoses Endêmicas e Sistêmicas. O evento ocorre no auditório do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PI), em Teresina, e reúne técnicos do Ministério da Saúde, profissionais de saúde, laboratórios e hospitais públicos e privados para discutir a implementação da rede de vigilância dessas doenças no estado.

Continua após a publicidade

“As micoses são infecções causadas por fungos, que podem afetar diferentes partes do corpo, inclusive os pulmões. Quando falamos em micoses oportunistas, referimo-nos a quadros em que a infecção se agrava devido a alterações no sistema metabólico do indivíduo. No Piauí, temos trabalhado nessa questão desde 2012, mas a formalização da rede de vigilância está ocorrendo agora”, explica a supervisora de Tuberculose da Sesapi, Ivone Venâncio.

Continua após a publicidade
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Márcio Sales/Sesapi

Entre os benefícios da implantação da rede de vigilância está a garantia de tratamento oportuno e o controle dos casos de micoses e infecções causadas por fungos. Essas doenças atingem humanos e animais, como tatus, morcegos e gatos. No Piauí, observa-se uma alta incidência de micoses, com casos coexistindo na população, motivo pelo qual é fundamental ampliar o monitoramento e reduzir os impactos na saúde pública.

“Um exemplo é a criptococose, transmitida por gatos, animais comuns em residências. Para os animais, a doença geralmente não é prejudicial, mas em humanos, a contaminação pode ser grave. A investigação e o controle dessas micoses são cruciais, pois podem afetar não apenas a pele, mas também o sistema interno. Por isso, a importância de implementar um processo de vigilância das micoses, visando proteger a saúde da população”, disse a técnica.

Continua após a publicidade
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Márcio Sales/Sesapi

Uma das propostas do Ministério da Saúde é a notificação compulsória das micoses para a rede de vigilância. De acordo com a coordenadora da Sesapi, a medida busca garantir diagnóstico precoce e tratamento oportuno. “Os sinais e sintomas podem ser semelhantes aos da tuberculose, como falta de ar, febre, tosse e emagrecimento, o que dificulta o diagnóstico. A confirmação diagnóstica requer exames laboratoriais específicos”, reforçou.

Outro ponto que será debatido durante a oficina é a importância de uma abordagem integrada de “Saúde Única”, que considera a interação entre saúde humana, saúde animal e meio ambiente, como forma eficaz para combater as micoses. “Se uma pessoa invade o habitat natural de animais, como o tatu, por exemplo, ela pode se contaminar por via respiratória, com possível comprometimento pulmonar”, destacou Ivone Venâncio.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias