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Piauí ultrapassa marca de 100 mil cadastros de doadores de medula óssea

Em 2025, o Piauí atingiu a importante marca de mais de 100 mil doadores voluntários de medula óssea cadastrados pelo Centro de Hematologia e Hemote...

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Secom Piauí
18/09/2025 às 17h56
Piauí ultrapassa marca de 100 mil cadastros de doadores de medula óssea
Foto: Reprodução/Secom Piauí

Em 2025, o Piauí atingiu a importante marca de mais de 100 mil doadores voluntários de medula óssea cadastrados pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi). Somente no 1º semestre deste ano, o Hemopi incluiu 1.058 novos doadores no registro nacional. O Estado conquista esse número de doadores no mesmo ano em que o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome) completa 30 anos.

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“Estamos muito felizes em anunciar essa conquista tão importante, um número expressivo, que significa esperança para quem está na fila de espera por um transplante. Até o momento, temos 103.174 doadores cadastrados e a missão diária de captar mais voluntários, seja na capital ou no interior”, explica a supervisora de captação de doadores do Hemopi, Susanne Rocha.

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Uma dessas voluntárias é a professora Sara Pereira, que após 16 anos cadastrada, realizou a doação em agosto deste ano. “Eu me cadastrei em uma campanha externa promovida pelo Hemopi. Como não tinha peso para doar sangue, me perguntaram se eu tinha interesse em fazer o cadastro como doadora de medula óssea. A partir daí, sempre busquei manter os dados cadastrais atualizados, porque mantive a esperança de um dia ser compatível com algum paciente e ter a chance de doar. E consegui! Salvar alguém de forma direta é algo que não tem como explicar. Sou grata por ter vivido esse processo de doar minha medula óssea para salvar a vida de outra pessoa”, relata.

Já o Marco Antônio doou sua medula no mesmo ano em que se cadastrou no Redome. O cadastro foi realizado em abril de 2024, quando ele veio doar sangue no Hemopi. Em outubro, ele foi informado da compatibilidade e em dezembro efetivou a doação. “Fiz o procedimento em Curitiba, com tudo custeado pelo SUS. Lá eu descobri que seria para uma criança. Conheci vários pacientes que já tinham recebido a medula e estavam curados, tive contato com as famílias, foi muito emocionante. Foi uma doação tranquila. Espero que mais pessoas se cadastrem, porque é uma experiência gratificante que muda a nossa forma de ver a vida”.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, para a maioria dos pacientes, os doadores não aparentados do Redome são a única alternativa, pois entre irmãos, a chance de compatibilidade é de cerca de 25%. A probabilidade é ainda maior quando as duas partes envolvidas são do mesmo país. Aqueles pacientes que não têm um doador no Brasil podem buscar possibilidades em registros internacionais.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Ascom Sesapi

Nesses 30 anos, foram realizados 5.100 transplantes em pacientes brasileiros. Atualmente, 65 a 70% dos pacientes que realizam transplante de medula óssea não aparentado utilizam doações brasileiras, o que comprova os bons resultados do Redome, que é o terceiro maior registro de doadores do mundo, com mais de 6 milhões de voluntários cadastrados até o momento. “Por isso, a importância de ter um registro de doadores voluntários com características genéticas diversas e sempre em curva crescente. E quanto mais pessoas cadastradas, maiores são as chances de encontrar um doador compatível com um paciente na fila de espera”, explica a supervisora de captação de doadores do Hemopi, Susanne Rocha.

Em junho de 2021, o Ministério da Saúde alterou as regras para novos cadastros de doadores voluntários de medula óssea. A idade máxima para o cadastro ficou estabelecida em 35 anos, sendo que o doador permanece com o registro ativo até os 60 anos. A resolução também estabeleceu novas metas para os estados quanto ao número máximo de cadastros de novos doadores por ano. No caso do Piauí, o limite é 2.363/ano.

Apesar das mudanças, os critérios para ser um doador voluntário de medula óssea continuam os mesmos: ir ao hemocentro mais próximo (no Piauí, o cadastro pode ser feito nas unidades do Hemopi em Teresina, Parnaíba, Picos ou Floriano), realizar um cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e coletar uma amostra de sangue (5 ml) para exame de tipagem HLA.

É necessário:

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade (o doador permanece no cadastro até 60 anos e pode realizar a doação até esta idade);
  • Apresentar documento de identificação oficial com foto;
  • Estar em bom estado geral de saúde;
  • Não ter nenhuma doença impeditiva para o cadastro e a doação de medula óssea. A lista está disponível para consulta no endereço eletrônico: https://redome.inca.gov.br/doencas-impeditivas-do-cadastro-e-da-doacao .

Para quem já é doador cadastrado no Redome, é importante manter os dados cadastrais atualizados, o que pode ser feito via aplicativo ou site.

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