
O mercado brasileiro de motocicletas zero-km segue acelerado em 2025, e isso impacta diretamente quem pesquisa Fipe de motos para comprar, vender ou planejar custos.
Até maio, o país somou 849.946 emplacamentos, resultado que confirma a força do segmento mesmo em um cenário macro ainda desafiador.
O avanço não é pontual.
Em maio, as vendas do mês ganharam tração sobre abril e também superaram com folga o mesmo período de 2024, mostrando que a demanda estrutural por duas rodas continua firme, tanto para mobilidade diária quanto para trabalho e lazer.
De janeiro a maio de 2025, foram 849.946 motos zero-km emplacadas no Brasil, alta de 10,8% frente às 767.079 unidades do mesmo intervalo de 2024, segundo o informativo oficial de emplacamentos da Fenabrave (edição de junho, com dados de maio).
Esse crescimento indica um mercado aquecido no acumulado do ano, sustentado por comportamento de compra consistente e pela maior disponibilidade de modelos, inclusive nas faixas de entrada e utilitárias, que costumam liderar a demanda nas capitais e no interior.
A leitura é reforçada por veículos de imprensa especializados que repercutiram os mesmos dados da Fenabrave.
Em maio de 2025, o país registrou 193.350 unidades emplacadas, 5,84% acima de abril (182.674) e 17,55% acima de maio de 2024 (164.487).
Esses três números (do mês, da base comparável e das variações) constam na tabela “Emplacamento Motocicletas Maio/2025” do relatório da Fenabrave.
A performance mensal positiva sugere que a curva de vendas não dependeu de uma ação específica de curto prazo.
Ela está alinhada com a normalização de oferta e com a procura por veículos de menor custo de uso, fator que coloca as motos como alternativa competitiva diante de congestionamentos, combustível e estacionamento.
Veículos de mídia automotiva também destacaram esse avanço de maio, citando a mesma base oficial.
A fotografia por participação de mercado segue amplamente concentrada nas marcas tradicionais.
Em maio/2025, a Fenabrave aponta a Honda com 66,59% de share, seguida por Yamaha (13,64%).
No acumulado do ano, os percentuais ficam em 67,70% (Honda) e 14,27% (Yamaha). Shineray, Mottu e Avelloz compõem o segundo pelotão, com participações menores.
Essa estrutura de mercado ajuda a explicar a estabilidade do abastecimento e de preços de referência nas concessionárias, refletindo na percepção de valor de quem acompanha “fipe de motos” para calibrar expectativa de compra ou troca.
A distribuição regional dos emplacamentos mostra Sudeste (33,44%) e Nordeste (33,46%) praticamente empatados na ponta em maio/2025, seguidos por Sul (11,64%), Norte (13,04%) e Centro-Oeste (8,42%).
Esse recorte, também da Fenabrave, indica que a expansão não está concentrada em uma região única, o que tende a sustentar volumes no médio prazo.
O financiamento continua sendo uma alavanca importante nas vendas.
Em maio de 2025, a B3 registrou alta de 2,3% nos financiamentos de motos ante abril e de 4,7% na comparação com maio de 2024, sinal de apetite do consumidor, mesmo com juros ainda exigentes.
Com crédito mais acessível e prazos ajustados ao tíquete das duas rodas, o caminho de compra fica mais previsível, o que influencia diretamente a decisão de troca e a consulta à Fipe de motos para definir entrada, parcelas e valor de revenda esperado.
Do lado da oferta, a Abraciclo projeta 1,88 milhão de motocicletas produzidas em 2025, um crescimento de 7,5% sobre 2024.
Com fábricas concentradas no Polo Industrial de Manaus, a entidade reforça a capacidade instalada para atender à demanda de concessionárias e frotas, o que ajuda a reduzir filas e manter prazos de entrega dentro da normalidade.
Esse ritmo de produção contribui para a disponibilidade de modelos de uso profissional (entrega e aplicativos) e de mobilidade pessoal, categorias que historicamente respondem por uma fatia relevante do mercado e que, em 2025, seguem sustentando o volume total de emplacamentos reportado pela Fenabrave.
Para quem está comprando: o cenário de crescimento, somado à oferta estável e ao avanço do crédito, favorece negociações mais previsíveis.
Consultar a Fipe de motos continua essencial para comparar preços de novos e seminovos, estimar depreciação e planejar a troca futura com base em valores de referência.
Para quem vende: o mix com forte presença de Honda e Yamaha, além de marcas emergentes, pede gestão atenta de estoque e pós-venda.
Em regiões onde o share é mais diluído entre marcas, monitorar a velocidade de giro por categoria (street, scooter, trail, utilitária) pode evitar rupturas e encalhes, mantendo margens saudáveis, especialmente em meses de maior variação de financiamento.
Os dados de maio de 2025 confirmam um mercado de motos zero-km em expansão, com 849.946 emplacamentos no acumulado e alta de 10,8% sobre 2024.
O mês isolado também veio forte e a liderança de mercado permanece com Honda e Yamaha.
Em paralelo, a produção projetada pela Abraciclo e a retomada do crédito formam um pano de fundo favorável para o segundo semestre, um ambiente em que acompanhar fipe de motos ajuda consumidores e lojistas a tomarem decisões mais racionais sobre preço, troca e financiamento.