
Funcionários do Banco do Brasil programam para esta sexta-feira (29/1) um dia de paralisação nacional em protesto às medidas de reestruturação anunciada pela instituição nos últimos dias. O governo quer fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a avaliar demitir o presidente do banco, André Brandão, devido à repercussão da medida, mas recuou após pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes.
A decisão de fazer uma paralisação de 24 horas, nesta sexta-feira, foi tomada na última segunda (25/1) em assembleia virtual de funcionários do banco. Segundo nota do Sindicato dos Bancários de Brasília, durante um dia os trabalhadores cruzarão os braços em manifestação à proposta de reestruturação da instituição anunciada recentemente. Uma das principais críticas dos funcionários é a redução salarial de até 40%.
O presidente do Sindicato, Kleytton Morais, disse ao Metrópoles que a paralisação vai envolver todos os estados.“A perspectiva é de revertermos essa desestruturação com fechamento de agências e demissão em massa, principalmente com a evolução da entrada em cena também de atores sociais e políticos em defesa do Banco do Brasil como instituição pública indissociável da vida dos brasileiros e do processo de desenvolvimento do nosso país”, pontua Morais.
Essa paralisação faz parte de um calendário nacional de luta contra a privatização do banco. “Temos como objetivo avisar toda a população que vai ficar desassistida do serviços bancários, porque vários municípios brasileiros têm apenas a nossa agência em operação. Isso obriga o pequeno agricultor, por exemplo, andar dias e mais dias em busca de uma operação”, completou o presidente.