
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, novamente, a prisão do rapper Oruam. A decisão ocorre após ele violar o monitoramento eletrônico 66 vezes, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.
A Pasta informou ao Globo que as 66 violações ocorreram por falta de carregamento do equipamento. Diante das ocorrências sucessivas — especialmente à noite e aos fins de semana —, o STJ revogou o habeas corpus e restabeleceu a prisão do cantor nesta segunda-feira (2).
Conforme o STJ, com o monitoramento desligado ou descarregado, corria risco de fuga de Oruam. “Denota não guardar qualquer respeito, não somente às autoridades policiais, mas também às decisões judiciais”, diz o STJ. No entanto, a decisão acerca da prisão está nas mãos do Tribunal de Justiça do Rio, que foi comunicado da decisão do STJ.
Em julho de 2025, Oruan foi preso por tentativa de homicídio contra o delegado Moyses Santana Gomes e Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas foi beneficiado com medidas cautelares, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica, em setembro do mesmo ano.
À época, Oruam teria incitado reação contra os agentes, arremessando pedras com outros homens. Os agentes foram cumprir mandados na casa do cantor contra outra pessoa devido uma investigação.
À Folha de São Paulo, o advogado Fernando Henrique Cardoso, que defende Oruam, disse que não houve desligamento proposital, mas sim falhas.