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Lançado na última Sexta-Feira 13 de Carnaval, Carnaval Sangrento 2 se tornou um fenômeno no YouTube ao ultrapassar 370 mil visualizações em apenas uma semana. Inspirado na franquia Pânico e gravado em Curitiba (PR), o longa independente reafirma a força do terror slasher brasileiro feito por fãs — e movido pela paixão.
A continuação do fan film dirigido por Renan Cordeiro nasceu tanto do sucesso do primeiro longa quanto de uma inquietação criativa. Segundo o diretor, que também assina o roteiro ao lado de Nykolas Reded, havia mais história a ser contada.
“Com certeza graças ao sucesso, mas também à sensação de que tínhamos mais a ser feito. Quando terminou, todos ficamos com o gostinho de quero mais. E realmente tínhamos muito mais para entregar.”
O roteiro passou por um longo processo de maturação. Foram cerca de seis meses entre versões e reescritas até chegar ao formato final. Ao todo, o projeto consumiu aproximadamente um ano e meio, desde a escrita até a pós-produção.
“O roteiro foi escrito e reescrito diversas vezes. Contando todas as rescritas, levou em torno de 6 meses.”
Referências noventistas e identidade brasileira

A principal inspiração segue sendo o slasher dos anos 90 e 2000 — especialmente os clássicos que a própria franquia Pânico costuma referenciar. Mas o diretor faz questão de destacar a identidade local.
“Em geral, terror slasher dos anos 90/2000. Os mesmos clássicos que Pânico costuma referenciar, sendo nossa maior referência. Mas também trouxemos nossas referências brasileiras, desde filmes de terror até cultura pop.”
Nesta sequência, o protagonismo é compartilhado. Entre os nomes centrais estão Belle Mattos, Isa Rocco, Nykolas Reded e Giovanni Mattos. Retornam personagens queridos do público, como Luka (Belle Mattos), Gael (Nykolas Reded), a Policial Cordeiro (Angela Scholz) e Guilherme (Renan Moraes), além de participações que expandem conexões do primeiro filme.
Elenco entre estreantes e profissionais

O processo de seleção foi pouco convencional. Muitos integrantes chegaram por indicação ou pedidos de fãs nas redes sociais.
“A maioria foi selecionada por indicações ou a pedido de fãs pelas redes sociais, e que agora são grandes amigos. Apenas para um ou dois papéis foi necessário um teste.”
O set reuniu estreantes e atores com DRT, muitos vindos do teatro e experimentando o audiovisual pela primeira vez.
“Era a primeira vez de muitos ali tendo essa experiência. (…) Foi um desafio para todos, e que juntos conseguimos entregar uma obra completa.”
Curitiba como cenário de terror
As gravações aconteceram em diversos pontos de Curitiba, incluindo o Museu Paranaense de Ciências Forenses — onde a equipe utilizou um necrotério desativado — além da Unilivre e da Rua São Francisco. Espaços de parceiros como Tork n’ Roll, Whatafuck, Hotel Blumenau, Nosferatus Bar e Hipe Innovation Center também serviram de locação.

“Foram escolhidas por serem locais que referenciam alguma cena de Pânico (…) e os lugares fechados são de parceiros que apoiaram nosso projeto.”
Mesmo sem grandes imprevistos climáticos, houve desafios técnicos, especialmente em ambientes abertos. E histórias curiosas não faltaram.
“Era inverno e precisávamos simular que estava calor, por ser Carnaval. Muita gente passou frio (…) tivemos pessoas que tinham que ficar deitadas em uma maca gelada do necrotério desativado. (…) Sem falar de um personagem que literalmente entrou em uma das gavetas de corpos.”
O terceiro ato também exigiu criatividade. A equipe sonhava com um grande teatro, em referência a Pânico 2, mas, diante dos altos custos e agendas indisponíveis, encontrou um galpão que acabou se tornando o cenário ideal.
“Aquilo lá gritava terceiro ato! E ficou ainda mais perfeito do que esperávamos.”
Produção voluntária e sem fins lucrativos
Todo o projeto foi realizado de forma voluntária, sem recursos de editais públicos ou governamentais.
“Os recursos saíram do bolso da própria equipe. (…) É tudo feito apenas por amor ao cinema, ao terror e à franquia Pânico.”
Por se tratar de um fan film que utiliza elementos ligados à máscara do Ghostface, o projeto não pode gerar retorno financeiro, nem mesmo com venda de ingressos. Ainda assim, a repercussão surpreendeu.
“Em uma semana o filme passou de 350 mil visualizações, fomos chamados para uma premiere exclusiva de Pânico 7, fizemos post em colaboração com a Paramount Brasil (…) tudo isso é algo muito mágico.”
O novo capítulo estreou em 13/02/2026 e já se consolida como um dos maiores fan films brasileiros do gênero no YouTube. A primeira exibição ocorreu no Hipe Innovation Center, seguida por sessão na Cinemateca de Curitiba — experiência que emocionou a equipe.
Terror, humor e drama
Embora o medo seja central, o filme também aposta em humor e carga dramática, em sintonia com o espírito da franquia que o inspira.
“Em um filme de terror, normalmente espera-se o medo. Mas quando falamos de Pânico, envolve muito mais. (…) Tem terror em evidência, tons cômicos e muito drama nas mortes. Na premiere tiveram pessoas que choraram.”
Disponível gratuitamente no YouTube, com classificação indicativa de 16 anos, Carnaval Sangrento 2 já enfrenta a pergunta inevitável: vem um terceiro filme?
“O comentário que mais recebemos são de pessoas pedindo um terceiro filme. (…) Agora vamos descansar um pouco antes de pensar em qualquer sequência.”
Renan resume o sentimento após ver o projeto ganhar proporções nacionais e ultrapassar todas suas expectativas:
“É um sonho de criança, que finalmente tomou forma e proporções enormes. Meu maior desejo é ver portas se abrindo pra toda essa galera.”