
O participante que estava ansioso para conferir o gabarito do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital 2020 já pode ficar despreocupado. As respostas foram divulgadas, nesta quarta-feira (10/2), no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Vale lembrar que uma questão de matemática foi anulada. O motivo é por já ter sido usada em 2009, na edição para pessoas privadas de liberdade (Enem PPL).
A empresa deve encaminhar, nos próximos dias, um relatório sobre os dados vazados à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao Governo Federal.
O Metrópoles questionou o Palácio do Planalto a respeito do vazamento, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
Megavazamento de dados
Em 22 de janeiro deste ano, o site Tecnoblog noticiou que, além de nome e CPF, 223,7 milhões de brasileiros tiveram expostos em um fórum acessível pela busca do Google seus endereços, empregos, salários, telefones, históricos de crédito e até fotos do rosto.
Para acessar ao pacote de dados mais sensíveis, os interessados precisam pagar para quem disponibilizou o arquivo, entre US$ 0,75 e US$ 1 por CPF. Os hackers exigem pagamento em Bitcoin, moeda digital difícil de rastrear.
Para ter acesso a um arquivo que tem “apenas” nome e CPF de 223,7 milhões de pessoas, porém, não é preciso pagar nada.
Ainda de acordo como Tecnoblog, ambos os vazamentos parecem ter sido compilados em agosto de 2019. O mais completo tem informações como a universidade onde a pessoa se formou e se ela tem cheques sem fundo na praça, além dos números de todos os documentos pessoais, como Título de Eleitor e Carteira de Habilitação.
O site indica que um dos arquivos diz ter como fonte a empresa de ranqueamento de crédito Serasa Experian, que negou: “Estamos cientes de alegações de terceiros sobre dados disponibilizados na dark web; conduzimos uma investigação e neste momento não vemos nada que indique que a Serasa seja a fonte”, disse a empresa, em comunicado.
Os dados, porém, não estão na dark web ou deep web, como indicou a empresa, mas na internet aberta mesmo, ao alcance dos sites de busca.