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Presidentes da Câmara e do Senado dizem a Guedes que querem auxílio de março a junho

Presidentes da Câmara e do Senado acreditam que o benefício será estendido até junho, inicialmente

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Metrópoles
12/02/2021 às 15h51
Presidentes da Câmara e do Senado dizem a Guedes que querem auxílio de março a junho
Rafaela Felicciano/Metrópoles

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniram em um almoço nesta sexta-feira (12/2) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir a extensão do auxílio emergencial.

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Após o almoço, Pacheco afirmou que o Congresso Nacional tem expectativa de volta do auxílio aos mais vulneráveis já em março. O senador crê que o benefício será ampliado até junho. “Externamos aos ministros o desejo e expectativa. Prioridade absoluta é vacina e auxilio emergencial”, enfatizou.

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“Expectativa da sociedade é de que seja aprovado este auxilio emergencial, suficiente para alcançar maior número de pessoas, com a responsabilidade fiscal que é preciso se ter. [Vontade é] De que possamos ter [auxílio] nos meses de março, abril, maio e eventualmente em junho”.

O encontro ocorreu na residência oficial da Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira, cobrou celeridade no andamento das pautas tributárias no Parlamento.

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“O mais rápido possível para dar estabilidade econômica possível ao Brasil com essas reformas. Estamos conversando [com Senado e Planalto] para que nos ajudem a incluir e aprovar as pautas que o Brasil precisa, que a economia e que a saúde precisam”.

Segundo o presidente do Senado, para que o auxílio saia do papel é preciso aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Pacto Federativo.

“Fundamental que haja uma cláusula de calamidade pública nessa PEC. Existe é uma relação de confiança, de que cada um vai cumprir o seu papel, de conciliar o interesse público com a responsabilidade fiscal. Esse conjunto de fatores que nos une aqui hoje”, completou.

Guedes, por sua vez, afirmou que, com o encontro desta tarde, a pauta teve avanço considerável. “Avançamos bastante. Compromisso com a saúde, vacinação em massa e auxílio emergencial e compromisso com a responsabilidade fiscal. Extraordinariamente construtivo. Estamos todos na mesma luta: auxílio, vacina em massa, e reformas, principalmente o marco fiscal”.

“Cobra dos governadores”

Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, que a retomada do benefício está sendo estudada pelo governo, mas disse que a população deve cobrar governadores sobre a concessão do auxílio.

“Cobra de quem te determinou ficar em casa, fechou o comércio e acabou com o seu emprego. Cobra dos governadores. Os governadores podem dar auxílio para vocês, eles podem se endividar também, porque o governo federal está se endividando”, afirmou o titular do Palácio do Planalto.

Na quinta-feira (12/2), Bolsonaro já havia sinalizado que o benefício poderá retornar em março e durar entre três e quatro meses. O presidente tem reiterado que a medida é “emergencial” e representa um “endividamento enorme” para o país.

 

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