
O secretário de Finanças e vice-prefeito de Teresina, Robert Rios, em áudio divulgado no grupo de WhatsApp Xico Prime, mostrou-se preocupado com a situação da Covid-19 no município e no Piauí. Rios entende que medidas restritivas para conter a proliferação do novo coronavírus são necessárias, mas defende também que os comerciantes não sejam afetados por elas.
“Eu tenho certeza que Deus vai inspirar nosso governador, para inspirar nosso prefeito, e achar a solução adequada em que possa salvar os arranjos produtivos dos comerciantes, para que todos possam trabalhar, todos possam produzir, e também uma maneira de proteger a sociedade desse vírus”, destacou o vice-prefeito em um trecho do áudio.
Robert Rios analisou ainda esta terça-feira (23/02) como um dia difícil e tenso. Isso porque, segundo o secretário de Finanças, a equipe do governador Wellington Dias e do prefeito Dr Pessoa precisam de inspiração e atenção para encontrarem uma saída que proteja Teresina do novo coronavírus e ao mesmo tempo não feche o comércio.
“Nós temos que proteger nossos irmãos comerciantes, que é a força viva do Estado, é a força viva da cidade, mas também protegê-los e proteger a toda sociedade do Covid. Vamos todos nessa oração, nessa corrente, para que a solução seja encontrada hoje e com certeza será encontrada”, completou Robert Rios.
LOCKDOWN PARCIAL DE 15 DIAS
O governador Wellington Dias, após recomendação do COE, decidiu suspender atividades presenciais que não sejam essenciais em todo o Piauí. A partir desta quarta-feira (24/02) comércio, bares e escolas não poderão funcionar de forma presencial. No caso do funcionamento do comércio apenas em delivery e das escolas apenas de forma remota. O lockdown parcial deve durar 15 dias. As atividades presenciais, inicialmente, voltam após o dia 7 de março.
“Estamos adotando medidas, áreas que abrangem educação, sem essas atividades. Um conjunto de atividades passam a deixar de funcionar para cortar à transmissibilidade. O nosso problema não é só de equipamento, temos o problema como a falta de profissionais e de medicamentos. Então, escolas, atividades comerciais, exceto aquelas essenciais, só funcionaram de forma virtual, assim como atividades religiosas”, disse Wellington Dias.