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Última pessoa a falar com Firmino presta depoimento, revela que o viu descalço e o que ele falou

DHPP: Testemunha chave, revelações e carro apreendido

Por: Redação Fala Piauí
08/04/2021 às 15h35 Atualizada em 08/04/2021 às 16h05
Última pessoa a falar com Firmino presta depoimento, revela que o viu descalço e o que ele falou
Foto: reprodução

O delegado Francisco Costa, o Bareta, coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), está a frente das investigações a respeito da morte do ex-prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB).

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Na manhã desta quinta-feira (08/04) ele recebeu três pessoas que trabalham no 14º andar do Edifício Manhattan River Center, onde funciona um escritório do Tribunal de Contas da União (TCU), onde estava Firmino.

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Um deles, de inicial B, teria sido a última pessoa a ver e falar com o ex-prefeito. Ele atua com serviços gerais e esteve com Firmino por volta das 15h, quando entrou à sala para fazer a limpeza. Ele teria conversado rapidamente e percebeu algo estranho.

“O Firmino estava sozinho na sala. Eu bati na porta umas 13h e perguntei se podia entrar para fazer a limpeza. Ele disse: ‘Fique a vontade’. Aí eu fiz meu serviço. Por volta das 15h10, o Firmino entrou numa salinha e eu vi. Ele estava mexendo no telefone celular e já com uma parte do calcanhar descalço, como se fosse tirar os sapatos. E com a janela aberta. Perguntei se ele estava apreciando, e ele disse: ‘Só pegando um vento’. Aí eu saí e aconteceu”, afirmou em entrevista exclusiva ao OitoMeia.

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Firmino teria entrado em uma parte que dá acesso facilmente ao parapeito do prédio, mas é muito estreito. Além do funcionário de inicial B, as funcionárias de iniciais C e R também prestaram depoimento na manhã desta quinta na sede da DHPP. Eles pediram para não serem identificados, mas aceitaram dar as informações em entrevista logo após prestarem depoimento. O delegado Bareta colheu e disse que faz esse trabalho de investigação como procedimento normal para só depois dar um parecer oficial.

CARRO DE FIRMINO APREENDIDO

Um veículo Jeep Compass, cor branca, que pertenceu a Firmino Filho, foi apreendido pelos agentes da Polícia Civil e está no pátio da DHPP. O delegado Bareta não entrou em detalhes e explicou apenas que tudo que foi apreendido faz parte das investigações a serem feitas. Por enquanto não pode descartar qualquer possibilidade e muito menos tratar sobre os detalhes da investigação que está em andamento. “Nós tratamos do caso, não só por ser o ex-prefeito de Teresina Firmino Filho, mas em todos que recebemos, de forma bem apurada, para só depois darmos uma resposta para a família e para toda a sociedade”, explicou Bareta.

FIRMINO PEDIU AUXÍLIO PARA TIRAR LICENÇA

Duas novidades apuradas pelo OitoMeia enquanto acompanhada alguns dos funcionários que prestam depoimento na DHPP: uma delas inclusive chegou a circular como uma informação ainda vaga sobre um suposto pedido de ajuda a um funcionário, identificado apenas como João, para que pudesse tirar uma licença médica. Firmino disse que gostaria de saber como proceder e por isso teve este auxílio. Mas não há informações sobre o conteúdo e a motivação desta  possível licença. A outra novidade é que Firmino disse que gostaria de estar trabalhando em home-office, mas como não tinha os programas instalados em um computador, disse que frequentaria o escritório do TCU até que comprasse um computador. Teria feito isso há alguns dias e contratou um técnico em informática, que instalou os programas de Internet no computador novo para que ficasse em casa durante o período de pandemia.

FUNCIONÁRIO QUE É TESTEMUNHA CHAVE É OUVIDA

O delegado Bareta ainda ouve, desde o fim da manhã desta quinta, um último funcionário, que é testemunha chave para seguir com as investigações em torno da morte de Firmino Filho. Ele é o auxiliar de serviços gerais e é justamente o de inicial B, que já havia conversado com o OitoMeia sobre o caso, conforme divulgação feita mais cedo. Ele teria sido a última pessoa a falar com o ex-prefeito Firmino Filho e deixou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em uma viatura da polícia para não falar com a imprensa.

INFORMAÇÕES DADAS AO OITOMEIA TERIAM SIDO CONFIRMADAS AO DELEGADO

Junto com o funcionário de inicial B saíram ainda mais duas mulheres e um agente da polícia, que, segundos depois retornou ao DHPP sem ninguém. Segundo fontes, esse auxiliar repetiu toda a versão noticiada pelo OitoMeia. O depoimento durou quase quatro horas e algumas perguntas foram refeitas algumas vezes para que tudo ficasse muito bem esclarecido. Na tarde desta quinta-feira (08/04) pelo menos mais nove pessoas eram aguardadas para serem ouvidas. Entre essas pessoas, algumas que já trabalharam com o ex-prefeito inclusive na época de sua gestão. Os demais estiveram ou trabalharam com ele no prédio onde funciona o TCU.

REPÓRTER: Ellyo Teixeira – Direto da DHPP -  FONTE: OITOMEIA

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