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Polícia faz operação contra servidores suspeitos de cobrar por cirurgias em hospitais públicos no PI

Polícia investiga médico e técnico em enfermagem suspeitos de exigir cerca de R$ 5 mil por cirurgias pelo SUS de Teresina

Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
15/09/2021 às 14h45
Polícia faz operação contra servidores suspeitos de cobrar por cirurgias em hospitais públicos no PI
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí cumpriu, na manhã desta quarta-feira (15), três mandados de busca e apreensão nas residências de um médico e um técnico em enfermagem em Teresina. Eles são suspeitos de cobrar cerca de R$ 5 mil para realizar cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Houve ainda buscas em uma pensão no Centro da capital. Os nomes dos servidores não foram informados. A operação, denominada “Bisturi”, foi realizada por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor).

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Segundo o delegado Dennis Sampaio, da Deccor, as investigações iniciaram há pelo menos dois anos. As vítimas seriam principalmente familiares e pacientes vindos do interior do estado em busca de tratamento médico na capital.

Esquema de "fura fila" para cirurgias

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Nas pensões localizadas no polo de saúde da capital, no Centro, já conhecidas por receber pacientes do interior, "intermediários" ainda não identificados faziam o canal entre médico e paciente.

Eles então exigiam pagamento de valores para que os pacientes "furassem as filas" de espera para uma cirurgia. Segundo o delegado, há dois, quando as investigações iniciaram, o valor cobrado por cirurgia era de R$ 4,5 mil. Atualmente, a polícia não sabe o valor cobrado.

Estrutura pública estadual

Ainda conforme o delegado, os servidores atuavam no Hospital da Polícia Militar e as cirurgias realizadas, em geral, era de laqueadura (esterilização voluntária de mulheres) e cirurgia de vesícula.

Ainda há outros suspeitos sob investigação. A cobrança indevida de valores para a realização de cirurgias em hospitais públicos configura prática dos crimes de associação criminosa e corrupção passiva.

A prática é crime e os procedimentos realizados em unidades públicas são totalmente gratuitos. Os casos de cobrança de valores por serviços públicos de saúde devem ser denunciados à polícia.

“O grupo ostensivamente agia na agilização de cirurgias de pacientes que pagavam os montantes requeridos, havendo indícios inclusive de fraude da documentação utilizada para justificar os procedimentos”, informou a Polícia Civil.

Servidores afastados

Até que a investigação esteja concluída, os dois servidores públicos estão afastados do cargo, de acordo com uma determinação da Justiça. Os agentes podem responder pelos crimes de associação criminosa e corrupção passiva.

O nome da operação, “Bisturi”, faz referência ao instrumento cirúrgico utilizado nos procedimentos aos quais os pacientes eram submetidos.

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