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Polícia investiga a participação da esposa de Felipe na morte de Daniel

Ele concedeu informações atualizados a respeito da dinâmica do crime em que ocorreu a discussão de Daniel e Felipe, que no momento da luta corporal a esposa de Felipe teria participado dessa briga

Por: Redação Fala Piauí Fonte: MN
02/08/2022 às 09h26
Polícia investiga a participação da esposa de Felipe na morte de Daniel
Foto: reprodução

Em entrevista ao Bom Dia Meio Norte, nesta terça-feira (02), o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), declarou que a Polícia Civil segue investigando e ouvindo testemunhas no caso da tragédia familiar, ocorrida no último sábado no bairro São Pedro, na zona Sul de Teresina, que deixou duas pessoas mortas e uma internada em estado gravíssimo.

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Ele concedeu informações atualizados a respeito da dinâmica do crime em que ocorreu a discussão de Daniel e Felipe, que no momento da luta corporal a esposa de Felipe teria participado dessa briga. A Polícia segue investigando a participação de Antônia na tragédia familiar. O delegado acrescentou ainda que Daniel teria comprado recentemente um fuzil, já que ele era instrutor de tiros, além de outras armas que teria dentro de casa.

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“Nós recebemos essa ocorrência na manhã de sábado, foram realizadas oito horas de perícia e agora começamos a fase de oitivas de pessoas para saber se aquelas pessoas estão falando a verdade e para saber o que elas falas se harmonizam com a peça material produzida pelos peritos. A informação que nós temos é de que o Felipe estava com uma faca esperando o Daniel na área comum da casa. A esposa do Daniel viu ele lá e disse que ele estava esperando o Daniel. Nesse momento, o Daniel desceu e a esposa dele fechou a porta, mas o Felipe começou a chutar a porta e o nesse intervalo o Daniel se arma com uma pistola 380 e efetua um disparo de dentro para fora. Esse projetil transfixou a porta e se foi alojar na cabeça da empregada doméstica Juliana, que estava na área comum, inclusive, com uma criança. A mulher disse ainda que viu ainda o Daniel em luta corporal do Daniel com Felipe e a esposa dela Antonia”, declarou.

Confira outros trechos da entrevista:

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Procede a informação de que no momento do desespero, a esposa do Felipe teria corrido para o irmão tentado segurar a arma e disparado acidentalmente no próprio marido?

Baretta: Nós estamos exaurindo toda a cena do crime com a investigação, foram feitos todos os levantamentos e seria muito fácil dizer que o caso está acabado. Nós estamos exaurindo toda a investigação tanto a parte empírica como a parte em campo, como  a parte da prova material que será produzida pelo agentes do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal e queremos saber se realimente o disparo foi feito por uma pessoa ou por outra pessoa, ou por duas pessoas atirando, em que circunstancia, hoje nós temos condição de dizer isso, então a investigação esta sendo feita e ao término da investigação, com os depoimentos aliado a prova material produzida nós teremos certeza em dizer se elas se harmonizam ou não, ou se houve uma terceira pessoa efetuando o disparo. O trabalho pericial foi muito bem feito e temos certeza que o inquérito será concluído com o resultado da conduta do que houve naquele dia. O que podemos dizer é que todo crime de homicídio ele tem uma motivação necessária e também fica provado que todo ser humano é um homicida em potencial, basta a ocasião.

A respeito da motivação, foi de fato o choro da criança ou eles já tinham histórico de problemas entre os dois?

Baretta: A notícia que  nos chegou e que é confirmada é que realmente  na sexta-feira o Daniel estava incomodado com o choro da criança e houve essa desavença, mas que teria sido contornada, mas na manhã seguinte já estavam lá. Agora você imagine o choro de uma criança ser o suficiente para que duas pessoas supostamente esclarecidas, porque a gente fala muito em tolerância, mas me parece que isso é só na teoria, é o suficiente para chegar na morte de duas pessoas.

Nós temos hoje um derrame de arma de fogo na sociedade, mas pela sua experiência de polícia, o Daniel estava preparado para ter uma arma em casa ou ele reagiu a uma ação?

Baretta: A gente verifica hoje que estão banalizando a posse de arma de fogo, em prol de uma pratica desportiva. Uma arma de fogo é um instrumento perigoso. Eu uso a minha arma de fogo, mas é o mesmo jeito que uso uma caneta e peço sempre ao grande arquiteto do Universo que me dê o dom da persuasão e da palavra para que eu não seja preciso usá-la. Hoje as pessoas compram uma arma de fogo como se fosse um suvenir. Esse rapaz tinha essas armas e tinha comprado inclusive um fuzil.

Somente esse semestre acompanhamos a apressar de quase 600 armas de fogo, o senhor fala dessa banalização do uso de arma de fogo e o que senhor comenta a respeito dessas apresses?

 

Baretta: Na realidade nós temos assistido no dia a dia indivíduos sendo presos com pistolas ponto 40, 9 milímetros, que sao roubadas de dentro de carros e isso já demonstra o despreparo dessas pessoas no uso de arma de fogo. Eu acredito que arma de fogo não faz a defesa de ninguém, o que faz a defesa é nós temos educação, instrumento de emprego e renda e termos uma polícia preparada, alem de um Poder Judiciário atuante, empregando a Lei e o Ministério Público fazendo a sua manifestação.

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