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Vacina Pfizer poderá ser comercializada por clínicas particulares

Autorização da Anvisa dá um passo à frente em relação ao registro de uso emergencial, que limita a aplicação das vacinas aos usuários do SUS.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Metropóles
24/02/2021 às 13h49
Vacina Pfizer poderá ser comercializada por clínicas particulares
Foto: Reprodução

O registro definitivo às vacinas contra Covid-19 dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dá a chance de compra e importação dos imunizantes pelo setor privado. Nesta terça-feira (23/2) a Anvisa concedeu o primeiro registro desta categoria para vacinas contra Covid-19 no país, para a Comirnaty (BNT162b2), imunizante das empresas Pfizer e a Biontech. O registro estabelece o uso da vacina na população a partir dos 16 anos de idade, com esquema de duas doses com intervalo de 21 dias entre elas.

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Diferentemente do registro de uso emergencial que permite que as doses adquiridas pelo Brasil sejam usadas apenas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto durar a pandemia, a autorização definitiva libera a comercialização da fórmula entre a farmacêutica e o setor privado do país pelo prazo de três anos. Em nota divulgada nesta terça, a diretora da Anvisa, Meiruze Freitas, disse que “o registro abre caminho para a introdução no mercado de uma vacina com todas as salvaguardas, controles e obrigações resultantes dessa concessão”.

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Nos estudos clínicos de fase 3, com 44 mil participantes nos Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul, Brasil e Argentina, a vacina Pfizer/BioNTech apresentou eficácia global de 95% contra a Covid-19. A pesquisa incluiu a análise de diferentes grupos étnicos e pacientes com condições clínicas de risco. Entre os idosos com mais de 65 anos, a eficácia foi de 94%.

Negociação com o governo

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Ainda em 2020, a Pfizer ofereceu 70 milhões de doses do imunizante ao Brasil, com entrega a ser iniciada em dezembro. Na época, o governo questionou as exigências feitas pelo laboratório e chegou a propor que, caso a vacina fosse aprovada, os brasileiros teriam que assinar um termo de compromisso antes de receber o imunizante, uma vez que a empresa pede a isenção de responsabilidade sobre os efeitos colaterais que possam surgir.

Em um ofício encaminhado pela farmacêutica ao Ministério da Saúde na semana passada, a Pfizer aumentou para 100 milhões o quantitativo de doses disponíveis para o governo brasileiro até o final de 2021, segundo informações da CNN. No cronograma, a empresa teria estabelecido a entrega de aproximadamente 9 milhões de doses de imediato, 35 milhões de doses até setembro e 60 milhões até dezembro.

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